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Notas sobre todas as músicas de Hamilton traduzidas, uma a uma [primeiro ato, parte 1]

Outro dia contei um pouco sobre como foi traduzir Hamilton e fiquei de voltar aqui pra contar um pouquinho mais do processo da tradução de cada música. É o que vim fazer hoje.  Tentei meu melhor pra descrever como foi o processo de tradução, mas admito que já faz um tempo que traduzi isso e a minha memória é um lixo. Também grande parte do processo aconteceu enquanto eu tava sob efeito do meu remédio de insônia, mas, pfvr, não contem isso pro meu psiquiatra. De qualquer forma, queria registrar aqui que durante todo o processo tive ajuda de muitas amigas que me ajudaram com rimas, palpites, interpretações, piadas e elogios em todas as músicas. Muitas amigas tiveram a tremenda paciência de discutir comigo o que funcionava e não funcionava de cada verso traduzido. Esse foi um trabalho que começou porque sou maluca, mas continuou porque tenho amigas incríveis. E, ok, isso é de outro musical, mas a real é que todos juntos somos forte, somos flecha e somos arco. Então, queria deixar r...

TOMEI ZOLPIDEM E TRADUZI HAMILTON! [NÃO É CLICKBAIT]

Bom, galerinha, nesse ponto da nossa relação vocês já sabem ou deviam saber as duas coisas mais importantes sobre mim: eu sou doida e eu não sei me divertir. Então, assim, é isso que cês precisam ter em mente durante esse post todo. Porque acontece que eu traduzi Hamilton. Eu não ia fazer isso, porque é obviamente loucura. Mas até aí, como disse, eu sou doida.  Quem plantou essa sementinha na minha cabeça foi minha amiga Xoica, que sugeriu muito ingenuamente que eu e outras duas amigas nossas traduzíssemos o musical, mas a gente riu na cara dela porque esse é um trabalho insano. Acontece que, nesse dia, no metrô pra casa, eu tava ouvindo Room Where It Happens e na parte que cantam "My God! In God we trust!", eu pensei "Meu Deus! Deus no comando!" e achei isso muito engraçado. E, sei lá, eu não preciso de muito pra fazer algo extremamente ambicioso além de dar uma risadinha. Porque, como disse, eu não sei me divertir. Mas, tipo... Até aí tudo bem. O lance é que isso ...

AI COÉ

Não sei quem por aí tá sabendo do Barack Obama Book, mas é basicamente uma biografia do Obama escrita por um AI (inteligência artificial) e que chegou em posição 114 na Amazon, e em primeiro no corte de lideranças políticas. Como uma pessoa que tenta evitar estadunidenses, eu só vim a saber disso pela newsletter Garbage Day , que é um excelente resumo da bagunça que é a internet - e que sempre me faz refletir sobre dinâmicas e fenômenos on-line e como eles refletem na vida pra além das telas (um assunto que tem me interessado cada vez mais). Dessa vez, ao falar sobre o Barack Obama Book, o Ryan Broderick (autor da Garbage Day) contou que um medo que ele tem é de chegarmos a um ponto de distopia em que só as classes mais ricas têm acesso a arte e entretenimento feitos por humanos, enquanto o povo é alimentado apenas por entretenimento gerado por AI. E por mais que eu acredite que, como humanos, nós sempre vamos dar um jeito de produzir arte e cultura independentemente do que o mainstre...