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Minha melhor amiga, Edi Pirona

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Como virginiana, eu penso muito em remédio. Não é nada demais, honestamente, é só que vira e mexe penso: porra, alopatia é dez. Uma bolinha ali que tu engole e resolve todas as suas dores físicas, às vezes emocionais (um bj às tarjas pretas que existem pelo mundo a fora), é tudo de bom. Não que eu seja uma doida hipocondríaca, nada disso, é só que a medicina é incrível. E, sim, é claro que existem outras excelentes soluções naturais, claro que existem. Mas acontece que fui vítima de uma tilelê homeopata e, por causa dela, fui parar no hospital sem conseguir pisar no chão por causa de uma crise alérgica, então, assim, eu diferencio muito bem quando meu corpo pede a hora do chá, a hora da acupuntura e a hora do remédio. Todos são ótimos. Mas a alopatia tem uma potência única. Algo que está no seu devir. Algo que nada que não é uma farmacêutica malvada que rouba nossos dados e ganha uma quantidade insana de dinheiro vai conseguir nos fornecer. Nunca. Durante todos esses anos como virginia...

tropa da trupe da trope

 Numa entrevista com uma autora de ya, uma blogueira de livros perguntou: "quais tropes podemos esperar do seu livro?". Pedindo pra seguir o fio, autores, blogueiros e outras pessoas que trabalham diretamente com livros colocam certas tropes como motivação pra ler um livro: enemies to lovers; fake dating; mutual pining; nerds in love etc. Pessoal no tuíter vira e mexe cria alguma corrente sobre tropes preferidas, eu também entro nessas. Tudo parece normal, natural.  Trope, ou "tropo" se formos usar o termo em português, na literatura, é uma figura de linguagem que serve pra uma porrada de coisa, mas nesse contexto ela basicamente quer dizer clichê. No cinema, o conceito derivou um pouco, sendo definido como "uma imagem universalmente* identificada embutida de várias camadas de significado contextual, criando uma nova metáfora visual". Me parece uma forma mais generosa de se pensar um clichê, entendendo que ele pode ser bem usado e trabalhado. Quando o clic...

O autor está morto e eu o invoquei

Eram onze e meia da noite outro dia quando pensei: epa, talvez o problema seja que as pessoas não entendem o que significa quando alguém diz que o autor tá morto. Então fiz o que faço num momento como esse: passei meia hora mandando mensagem sobre o assunto pra minha amiga, que estava dormindo. As mensagens começaram bem, analíticas, tentando conectar os pontos, mas depois de meia hora digitando no celular as coisas desandam um pouco, com mensagens como "PAAAAA!!! Problematizeri" [sic] e alguns xingamentos, é verdade. Mas, ainda assim, no fim de tudo, eu disse que ia fazer um luigi board ou jogo do copo pra invocar o Barthes e escrever um novo artigo, que se chamaria O AUTOR ESTÁ MORTO E EU O INVOQUEI. Eu não invoquei o Barthes de verdade, porque não mexo com isso de espírito. E nem vou escrever um Artigo, porque não me odeio. Mas o texto tá aqui de qualquer forma: Talvez o problema seja que as pessoas não entendem o que significa quando alguém diz que o autor tá morto. Dize...